O SIMBOLISMO DO NÚMERO 8
 
Número do Equilíbrio, da Justiça e da Renovação. À medida que a escala musical volta ao início, à oitava, ao oitavo sonido, da mesma forma simboliza o oito um novo começo, em um nível superior. Este simbolismo também se apresenta na estrela de oito pontas, o octógono. Na analogia, o quadrado representa tudo que é terreno; o círculo representa a esfera celeste e, por sua vez, o octógono é a linha entre esses dois mundos. Esta transição da planta quadrada para o círculo divino é visto em muitas igrejas, destacando um octógono que é o Céu. Como intermediário entre o quadrado e o círculo, o octógono simboliza o umbral pelo qual, na Terra, podemos nos aproximar do Divino, eterno e ideal, e também como o Céu pode ser benevolente com os humanos. Portanto, o oito é muito importante no Cristianismo. Simboliza o próprio Cristo, cujo nome em grego tem o valor numérico de 888, principalmente por ter sido o intermediário entre Deus e o homem. A estrela da Natividade, ao anunciar o nascimento de Cristo, também relembra este simbolismo, e tradicionalmente tem oito pontas. Também as oito pessoas que sobreviveram à inundação na Arca de Noé, segundo o relato bíblico, expressam a ideia de um novo início. Esta é a razão pela qual o oito é considerado um número da sorte, e a roda de oito raios é a roda da fortuna. O número foi considerado na Antiguidade um objetivo digno dos esforços por se conseguir chegar. No caminho à salvação da alma tem que passar por sete céus dos sete planetas, até chegar à oitava esfera, no céu, onde moram os deuses. Este simbolismo se encontra no Panteão Romano, uma construção circular, na qual o octógono se caracteriza por nichos distribuídos em ângulos. A união estável entre dois mundos, como o Céu e a Terra, este mundo e o outro mundo, o tempo e a eternidade, se representa visualmente no oito deitado, a Lemniscata. Este símbolo da eternidade também ilustra o princípio hermético “o que está acima é como está abaixo”, que nos Cristino se apresenta como “na terra como no céu”. Por outro lado, também se diz que o oitavo dia não tem fim, porque Cristo foi ressuscitado no oitavo dia da semana, e se abriu a porta da eternidade para a humanidade. No mito da criação egípcia de Hermópolis, quatro casais de deuses, o Ogdóada (grupo de oito divindades), encarnam as forças primárias que formam o princípio. No Judaísmo, a circuncisão se faz no oitavo dia depois do nascimento, e simboliza, assim como no batismo no Cristianismo, a aliança com Deus. No Budismo, existem quatro verdades nobres, que se descrevem os sofrimentos do mundo, os oito caminhos, liberando o homem destas dores. Na mitologia nórdica, Odín, o pai dos céus é tomado por Sleipnir, o cavalo de oito patas, em sua viagem entre o céu e a terra. Desde a época de Pitágoras, o oito é considerado o número da justiça, por deixar sempre dividido por igual. Por esta razão, a justiça sempre ocupa o oitavo lugar nos Arcanos Maiores do Tarô. O oito é também conhecido como símbolo da justiça entre os povos germânicos. "Femergericht", a Liga do Sagrado Tribunal, estava formada por oito (acht em alemão) juízes, Achten ou Echten que era devido respeito. Tinham o direito de condenar o acusado e declará-lo fora da lei sem direitos. Esta sentença era conhecida como a “marca do oito”.