A CRIAÇÃO DO MUNDO - A CONEXÃO DA ESTRELA SÍRIO
 
A ciência secreta que veio do céu.

A estrela Sírio, a mais brilhante do firmamento, está localizada a uns 8,7 anos luz da Terra. Segundo algumas teorias é um sistema estelar formado por três estrelas; Sírio A, Sírio B e o terceiro corpo estelar, conhecido como anã vermelha.

Esta estrela é conhecida por povos antigos da África, como egípcios e a tribo dos dogóns, que vivem atualmente na planície de Bandiagara, nas montanhas de Hambori de Mali.

Em 1931 o antropólogo francês Marcel Griaule visitou por primeira vez a tribo dos dogóns, e descobriu que em suas tradições mais sagradas e secretas encontrava-se a estrela Sírio e sua companheira, Po Tolo, e também de uma terceira estrela, Emme Ya.

Além dos dogons, outros povos vizinhos como os Bambara, os Bozo de Segu e os Miniaka de Kutiala, compartem idênticos conhecimentos sobre Sírio, desde os tempos antigos. Cada cinqüenta anos, por exemplo, e cumprindo rigorosamente com o ciclo ou órbita de Sírio B em torno de Sírio A, estas tribos celebram seus rituais de renovação, que são conhecidos como Festas Sigui, em honra a Sigui Tolo, que é como conhecem Sírio A.

Para estas ocasiões eles elaboram complexas máscaras de madeira para celebrar a entrada de um novo ciclo, que depois guardam em um lugar sagrado, e foi onde os arqueólogos puderam encontrar peças que datam do século XV. Estes estudiosos descobriram que os dogóns acreditavam em um deus criador do Universo, Amma, que mandou para este planeta um deus menor, Nommo, para que iniciasse a vida aqui, e que trouxe também sementes de plantas.

De Nommo, os dogóns também acreditavam que a criatura vinda era anfíbia, possivelmente parecida com o deus babilônico Oannes, que regressou ao céu em uma arca vermelha como o fogo, depois de cumprir com sua tarefa.

Existem teorias que Nommo foi um extraterrestre que deixou na Terra, há mais de dez mil anos, toda espécie de pista sobre sua origem estelar.

Por exemplo, os antigos egípcios mostravam uma grande admiração à Estrela do Cachorro ou Sírio, que se encontra na constelação do Cão Maior. O astrônomo britânico, fundador da revista Nature, Sir J. Norman Lockyer, quem primeiro percebeu que muitos templos egípcios estavam alinhados para Sírio, cujo surgimento e desaparecimento, serviu como base para um dos calendários usados no Egito. O primeiro deles era de uso popular e de pouca complexidade matemática, estabelecendo a duração do ano em 365 dias exatos, mas o baseado em Sírio, além de servir para datar questões sagradas e dinásticas, se fundamentava em observações astronômicas muito precisas, e estabelecia a duração do ano em 365,25 dias.

Ficou comprovado também que muitos templos egípcios eram orientados para o sol nascente e que tinham dois obeliscos que ficavam em lugares determinados, que serviam aos sacerdotes verem a linha do horizonte, por onde nascia o sol durante o ano, podendo marcar-se, desta maneira, o solstício de verão e o solstício de inverno. Aquele controle do Sol serviu aos egípcios para que percebessem que havia um dia que Sírio e o Sol saiam no mesmo ponto. Comprovaram também que a cada quatro anos Sírio se atrasava um dia em surgir, o que deu origem ao ciclo de Sírio em honra a deusa Ísis ou Sótis, que se cumpria a cada 1460 anos, ou seja, passado esse período de templo, o calendário de Sótis e o calendário comum, voltavam a coincidir no início do ano novo.

Este calendário permitiu datar com precisão os acontecimentos que aconteceram 43 séculos antes de Cristo, o que demonstra que há mais de quatro mil anos os egípcios conheciam estes ciclos.

Outro exemplo da pista da conexão de Sírio com os egípcios é a identificação de Sírio com a deusa Ísis ("a Senhora dos Dois Fogos", referente a Sírio A e Sírio B), e também da deusa Ísis estar sempre acompanhada das deusas Anukis e Satis.

Outra conexão poderia ser através de Osíris, irmão e companheiro de Ísis, e encarnação da Terra, cujo nome em hieróglifo é representado como um olho sobre o trono, o que poderia representar a rotação de nosso planeta em torno a Sírio.

Certamente os antigos egípcios fizeram este segredo na Meseta de Gizeh, junto às três Grandes Pirâmides, sendo uma delas dedicada à Ísis, a deusa que encarna Sírio A, e em suas medidas e proporções se encontram conhecimentos relacionados com o Cosmo.

Seja qual seja a verdade, houve um momento que Sírio serviu de referência ao antigo povo egípcio.

Bibliografia: The Orion Mystery - Robert Bauval e Adrian Gilbert - Editora William Heinemann, New York, 1994.